Monólogos de Abertura

Monólogos de abertura, juntamente com os temas musicais, são o cartão de visitas de uma série. Alguns deles tornaram-se clássicos! Para que precisamos deles? Bem, eles resumem e explicam o enredo, introduzem personagens e universos para ajudá-lo a compreender e apreciar de imediato a história que será apresentada. E para que você não mude de canal antes de entendê-la!

Algumas produções costumavam juntar o texto com a música, criando assim uma canção explicativa, como o tema da Família Sol-La-Si-Do/The Brady Bunch. Em outras, há canção e texto de introdução, como em Duro na Queda/The Fall Guy.

Mas os monólogos podem fazer mais do que apenas explicar. Eles dão o tom da série. Criam uma atmosfera de suspense, mistério, drama, romance, ação, aventura ou comédia através da escolha das palavras ou da emoção da narrativa e, como o prólogo de um livro, trazem o telespectador para dentro do enredo. Utilizados já no teatro, mas também no rádio, eles avisam que a história está para começar. Corra para sua cadeira e preste atenção!

 

Além da Imaginação

Além da Imaginação/The Twilight Zone

Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição e se encontra entre o abismo dos temores do homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região além da imaginação.

O século 20 trouxe para o imaginário popular a psicanálise, a teoria da relatividade de Einstein e expressões como dimensões paralelas e campos gravitacionais, inconsciente e subconsciente, fertilizando assim o universo da ficção científica. Além da Imaginação (1959-1964) é uma série antológica que explora estas idéias através da fantasia, mistério e suspense e do uso da ironia e de parábolas com um ensinamento moral. O monólogo sugere que as histórias narradas podem de fato ocorrer e nos passam despercebidas apenas por acontecerem numa dimensão diferente daquela em que nossa consciência reside. Cria-se uma atmosfera de incerteza e espanto e a expectativa de desfechos surpreendentes.

A Quinta Dimensão/The Outer Limits

Não está acontecendo nada com sua televisão. Não tente ajustar a imagem. Nós controlamos a transmissão. Controlaremos o horizontal. Controlaremos o vertical. Podemos fazer com que a imagem fique difusa, ou que fique clara como um cristal. Durante a próxima hora, sente-tranqüilamente e nós controlaremos tudo o que você verá aqui. Repetimos: não há nada errado com sua televisão.Você está  prestes a participar de uma grande aventura. Você está prestes a experimentar o temor e o mistério que se estende desde a mente interior até os limites externos.

Esta é uma série antológica de ação e suspense, mostrando o espírito humano confrontando forças sobrenaturais e sinistras. O monólogo de abertura de A Quinta Dimensão (1963-1965) fala diretamente com o telespectador, quebrando, por assim dizer, a quarta parede e brinca com ele, ao incluir na narrativa os problemas de transmissão, tão comuns na época, avisando que estes seriam na verdade o resultado de uma intromissão voluntária dos produtores do show. Assim, instala-se desde o início um clima de mistério e terror. A Quinta Dimensão vai um passo além de Além da Imaginação quando tenta assustar o telespectador trazendo a possibilidade de interação entre transmissão e recepção do programa, sendo o aparelho de TV um meio tecnológico moderno que tornaria possível abrir um canal entre a dimensão real e a sobrenatural. Vale lembrar que a série foi exibida originalmente nos primórdios da televisão e a sugestão de que fosse possível que o “monstro da semana” pudesse alcançar o telespectador poderia ter um certo impacto.

Pessoa de Interesse/Person of Interest

Você está sendo vigiado. O governo tem um sistema secreto, uma máquina que espiona você todas as horas do dia. Eu sei porque eu a construí. Projetei a máquina para detectar atos de terrorismo, mas ela vê tudo. Crimes violentos envolvendo gente comum, gente como você. Crimes que o governo considera irrelevantes. Eles não agiriam, então eu decidi agir. Mas eu precisava de um parceiro com a habilidade para intervir. Caçados pelas autoridades, trabalhamos em segredo. Você nunca vai nos encontrar, mas, vítima ou criminoso, se seu número aparecer, *nós* achamos você.

Atente para a semelhança com o monólogo de A Quinta Dimensão. O narrador se dirige diretamente ao telespectador e o “ameaça ” com o mesmo perigo que os personagens enfrentam na história, incluindo-o no enredo, por assim dizer. No século 21, o medo vem da tecnologia invasiva e dos ataques terroristas. Pessoa de Interesse aborda o uso da inteligência artificial para o combate ao crime, político ou não, e questões de moral e ética resultantes das situações abordadas. A série evoluiu de um show policial para uma ficção científica, sobretudo quando a Máquina (The Machine) deixa de ser um recurso narrativo e ganha uma voz.  Enquanto A Quinta Dimensão utiliza uma primeira pessoa no plural (“Nós controlamos a transmissão”), sugerindo um grupo anônimo de pessoas com poder de atingir o telespectador, em Pessoa de Interesse um narrador individual se identifica como um dos personagens e explica sua motivação para dar seqüência aos fatos.

Nestes três primeiros monólogos, temos narrativas de suspense, a criação de uma atmosfera de mistério que envolve psicologicamente o telespectador nos eventos narrados convidando-o a se maravilhar – e a se assustar –  com a história que está prestes a assistir.

Nos exemplos seguintes, temos a narração típica de histórias de aventura, que buscam despertar a curiosidade e a imaginação do ouvinte.

Jornada nas Estrelas/Star Trek

“O espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise e sua missão de cinco anos para explorar novos mundos, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.

O monólogo de abertura de Jornada nas Estrelas nos conta que a série narra aventuras espaciais num futuro distante, uma vez que viagens espaciais para longe da Terra ainda não existiam na época da série. O tom é entusiasmado. Não há batalhas a serem travadas. Trata-se de uma viagem pacífica de estudos e descobertas em lugares desconhecidos, semelhantes às viagens dos grandes navegadores do passado na época da descoberta da América.

Galactica, Astronave de Combate

Galactica, Astronave de Combate/Battlestar Galactica

Existem aqueles que crêem que a vida aqui começou lá em cima, bem distante no universo, com tribos de humanos que podem ter sido os antepassados dos egípcios, ou dos toltecas, ou dos maias. Seres que podem ser irmãos do homem e que até agora lutam para sobreviver em algum lugar muito além daqui.

Enquanto a introdução de Jornada nas Estrelas parece o prólogo de um livro de aventuras, a de Galactica evoca o mistério de uma lenda. Passado e futuro se misturam e o conflito é evidente: existe uma luta feroz pela sobrevivência em algum lugar do universo. A menção às grandes civilizações do passado e o uso da palavra tribos sugere um velho índio sentado junto a uma fogueira, contando a seus curumins sobre a origem dos homens; ou um sumo sacerdote, passando segredos a seus iniciados.

Babylon 5

Era o amanhecer da terceira era da humanidade, dez anos depois da guerra Terra/Minbari. O Projeto Babylon era um sonho que tomou forma. Seu objetivo, evitar outra guerra criando um lugar onde os humanos e alienígenas pudessem acertar suas diferenças pacificamente. É um porto de chamada – um lar longe do lar para diplomatas, andarilhos, empresários, e vagabundos. Humanos e alienígenas envoltos em dois milhões e quinhentas mil toneladas de metal, sozinhos na noite. Pode ser um lugar perigoso, mas é nossa última e melhor esperança de paz. Esta é a história da última das estações Babylon. O ano é 2258. O nome do lugar é Babylon 5.

Totalmente literário, com riqueza de detalhes, o monólogo de abertura de Babylon 5 parece um diário técnico, uma narrativa de um experimento ou um depoimento pessoal sobre um grande evento que se estende no tempo, mas que não denuncia seu autor. Babylon 5 é uma saga espacial, concebida para ser desenvolvida em cinco temporadas, quase como uma novela, com começo, meio e fim, cada temporada correspondendo a um ano. Com isso, o monólogo de abertura também muda, atualizando a narrativa de acordo com os eventos.

Babylon 5

Até aqui, os monólogos analisados descrevem uma atmosfera ou constroem um universo onde as histórias acontecem, mas nenhum personagem específico é destacado na apresentação. Com exceção de Pessoa de Interesse, também não sabemos se quem está narrando faz parte ou não dos enredos.

Os exemplos seguintes são de monólogos que apresentam um herói, explicam sua origem e detalham os percalços sofridos ou sua “missão de vida”.

Buck Rogers no Século XXV/Buck Rogers in the 25th Century 

1987. Finalmente o lançamento da nave espacial americana ao espaço mais distante. Um erro de cálculo fez com que a nave pilotada pelo Capitão William “Buck” Rogers fosse tirada de sua trajetória, ficando em uma órbita na qual ele permaneceu congelado, voltando a acordar 500 anos depois.

Devido a um extraordinário acontecimento, um piloto é congelado e acorda no futuro. Buck Rogers no Século 25 é uma aventura espacial. Apesar do óbvio drama de ser exilado numa época que não a sua, Buck Rogers enfrenta sua nova situação com bom humor e passa a viver na condição de “fóssil vivo”: ele traz a sabedoria perdida do passado e a capacidade de agir a partir do instinto humano, que, no futuro, foi substituído pelas máquinas. O monólogo narra os eventos extraordinários que transformaram uma pessoa comum num ser especial. Entra o herói.

Contratempos/Quantum Leap

Defendendo a teoria de que seria possível viajar no tempo dentro do seu próprio período de vida, o Dr. Sam Beckett entrou prematuramente no acelerador projetado e desapareceu. Ao acordar, descobriu que se encontrava preso no passado, vendo imagens no espelho que não eram a dele e levado por uma estranha força para mudar a história para melhor. Seu único guia nesta jornada é Al, o observador do projeto, que aparece na forma de um holograma que apenas Sam pode ver e ouvir. E assim, o Dr. Beckett encontra-se fazendo a transição de uma vida para outra, corrigindo coisas que saíram erradas e torcendo para que sua próxima transição seja de volta para casa.

Aqui temos a origem do herói Sam Beckett (Scott Bakula), mas junto vem a necessidade de explicar a premissa bastante complicada e original da série. Contratempos não chega a ser ficção científica ou fantasia, apenas utiliza estes recursos para contar histórias de teor dramático, pura e simples. O fato de que estas são possíveis apenas através da viagem no tempo é um mero detalhe, no fim das contas. Extenso, o monólogo de abertura não chega a ser tão detalhado ou tão literário quanto o de Babylon 5, mas traz, no último parágrafo, o tom dramático e positivo que é a principal característica da série.

O Homem de Seis Milhões de Dólares

O Homem de Seis Milhões de Dólares/The Six Million Dollar Man

Steve Austin, astronauta. Um homem semi-morto. Senhores, nós podemos reconstruí-lo. Temos a capacidade técnica para fazer primeiro homem biônico do mundo. Steve Austin será este homem. Muito melhor do que era. Melhor, mais forte, mais rápido.

Aqui o herói é vítima de um acidente que o transforma num ser fisicamente superior.  A abertura mostra cenas e o diálogo em tempo real do acidente de Steve Austin (Lee Majors) e então ouvimos o discurso de Oscar Goldman (Richard Anderson), diretor da OSI (Departamento de Inteligência Científica) tentando convencer o governo a investir na reconstrução de Austin. O monólogo não é dirigido para o público e parece fazer parte da história, como um pequeno preview explicativo.

Entre os exemplos de monólogos de abertura sobre heróis temos ainda as séries O Incrível Hulk/The Incredible Hulk, onde é descrito o acidente que transformou David Banner (Bill Bixby) no monstro verde e a sua necessidade de constantemente fugir da perseguição do repórter Jack McGee (Jack Colvin); O Besouro Verde/The Green Hornet, que explica quem é o Besouro Verde (Van Williams), sua missão e quem conhece sua verdadeira identidade; A Poderosa Ísis/The Secret of Isis, conta como a professora Andrea Thomas (Joanna Cameron) encontrou um amuleto pertencente à deusa Ísis e adquiriu seus poderes, que ela usa para combater o crime; e a clássica As Aventuras de Superman/Adventures of Superman, onde vozes gritam “É um pássaro! É um avião! É o Superman!” enquanto o narrador descreve as super-qualidades do herói que luta pela justiça e pelo estilo de vida americano.

Estas narrativas, em geral em terceira pessoa, num tom ao mesmo tempo entusiasta e sério, trazem para o nosso mundo heróis com habilidades fantásticas ou missões de vida pouco habituais como se se a possibilidade de sua existência fosse natural. Mas é uma visão distanciada, do personagem cujas vidas nós acompanhamos mas cujos pensamentos não estão imediatamente acessíveis para nós.

Nas narrativas em primeira pessoa, temos o próprio herói contando sua história e transmitindo seus sentimentos sobre ela.

The Flash

The Flash

Meu nome é Barry Allen e eu sou o homem mais rápido do mundo. Quando eu era pequeno, vi minha mãe ser morta por algo impossível. O meu pai foi pra cadeia pelo assassinato dela. Depois, um acidente me tornou o impossível. Pra mundo normal eu sou apenas um cientista forense, mas, secretamente, eu uso minha velocidade para combater o crime e encontrar outros como eu. E um dia eu vou encontrar quem matou minha mãe e trazer justiça para o meu pai. Eu sou o Flash.

The Flash, assim como Babylon 5, possui uma abertura que vai se atualizando a cada temporada. Mas a explicação de sua origem permanece em todas. O depoimento pessoal de Barry Allen (Grant Gustin) fala de acontecimentos em sua infância e seu desejo de justiça. Não difere essencialmente das narrativas em terceira pessoa sobre heróis, mas, por ser em primeira pessoa, nos sentimos confidentes do personagem, acompanhando sua história como se fôssemos amigos.

Life on Mars

Life on Mars

Meu  nome é Sam Tyler. Sofri um acidente e acordei em 1973. Estou louco, em coma ou de volta no tempo? O que quer que tenha acontecido, é como se tivesse chegado num planeta diferente. Agora, se puder descobrir o motivo, talvez possa voltar para casa.

Ao contrário de The Flash, que é uma série sobre um herói dos quadrinhos e possui uma abordagem mais juvenil, Life on Mars é uma série policial com um tom de suspense. Isto porque a situação de Sam Tyler (John Simm), o herói, é desconhecida dele e do público. Seu depoimento soa mais como uma consulta a um psicanalista, onde ele relata suas dúvidas, seus temores e seu provável curso de ação e já desperta o desejo do público de desvendar o mistério que o cerca.

Highlanderoutra série com a presença central de um herói, possui dois monólogos. Na primeira temporada, Duncan MacLeod (Adrian Paul) narra sua história, mas, a partir da segunda temporada, a narrativa passa a terceira pessoa, narrada pelo personagem Joe Dawson (Jim Byrnes), um observador dos imortais. Esta troca de foco narrativo também aconteceu em Contratempos, quando, na primeira temporada, o próprio Sam Beckett conta sua experiência complicada. Em Highlander, a narrativa passa de um depoimento pessoal para o tom da lenda, uma vez que o herói é imortal e sua história perde-se no tempo; já em Contratempos, ela ganha o tom mais melodramático, pois seu herói ajuda a todos mas não consegue ajudar a si  mesmo. Ainda em tom confessional, temos a série Forever, onde Henry Morgan (Ioan Gruffudd), outro imortal, descreve para o público o mistério de sua “maldição” e como ele se dedica a tentar desvendá-la.

Há monólogos que denunciam o tom mais cômico, relaxado ou afetivo da série. Neles, a interação entre imagens e narração pode assumir uma importância maior em alguns casos, já que permite o uso de ironia no texto.

Esquadrão Classe A/The A-Team

Há dez anos uma equipe de comandos especiais foi mandada para a prisão por um tribunal militar por um crime que não haviam cometido. Esses homens escaparam da prisão militar de segurança máxima passando a viver secretamente em Los Angeles. Ainda hoje são procurados pelo governo e sobrevivem como aventureiros, soldados da fortuna. Se você tem algum problema, se ninguém mais puder ajudá-lo e se conseguir encontrá-los, talvez consiga contratar o Esquadrão Classe A.

Esquadrão Classe A é mais uma série policial dos anos 80, onde uma pessoa ou grupo de pessoas realiza missões perigosas de resgate e combate ao crime, com muitas cenas de ação e violência, seqüências de perseguição e coisas explodindo todo o tempo na tela, porém recheadas com muito bom humor nos diálogos e na construção dos personagens. A narrativa de abertura descreve com seriedade nossos heróis injustiçados, e quando, menos se espera, dirige-se diretamente ao público, desafiando-o a encontrá-los, se houver necessidade, e a contratá-los, como num  anúncio de classificados.

Casal 20

Casal 20/Hart to Hart

Este é o meu patrão Jonathan Hart, um homem inteligente, um grande sujeito. Esta é a senhora Hart. Ela é um encanto, que mulher espetacular. A propósito, meu nome é Max. Eu cuido deles, o que não é fácil, porque eles só se sentem felizes vivendo perigosamente. 

Esta é uma abertura totalmente teatral. O narrador entra em palco e apresenta os personagens, atribuindo-lhes qualidades que refletem sua opinião, estabelecendo também seu próprio papel dentro da história. O telespectador simpatiza imediatamente com cada um deles e assimila a relação de carinho e amizade que os une. Pronto. A peça pode começar.

As Panteras/Charlie’s Angels

Era uma vez três panterinhas que entraram para a Polícia Feminina. E a cada uma foi destinada uma missão perigosa. Mas eu as afastei de tudo isso e agora trabalham para mim. Meu nome é Charlie.

As Panteras é uma série que marcou época. Em tempos de luta por igualdade de direitos entre homens e mulheres, ela apresenta três heroínas em papéis tradicionalmente masculinos na vida e na televisão. A frase inicial dos contos de fada tradicionais traz de imediato a relação mãe-criança, mas então ficamos sabendo que elas são policiais. Charlie, o narrador, as tira de suas missões perigosas e as contrata para trabalhar para ele. Um texto que parece machista, até que você vê que as “missões perigosas” são justamente as funções “maternais” da policial feminina. Charlie faz parte da história, mas nunca aparece.

As Panteras
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5 comentários em “Monólogos de Abertura”

  1. Devido a essa era de urgencia que vivemos, as aberturas das séries estão cada vez mais enxutas e sem graça. Mas eu adorei a abertura da mini serie Big Little Lies da HBO

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