Subtexto em Guerra, Sombra e Água Fresca

Na época em que os Estados Unidos enfrentavam o período mais traumático da longa Guerra do Vietnã (1955-1975), a rede de TV CBS revoltou críticos e provocou uma polêmica ao lançar Guerra, Sombra e Água Fresca/Hogan’s Heroes, em setembro de 1965, série cômica ambientada em um campo de prisioneiros na Alemanha da 2ª Guerra Mundial. Neste campo, os prisioneiros, que na realidade não eram prisioneiros e sim voluntários, tinham a missão de ajudar na fuga de aliados, espionar os alemães e sabotar o inimigo usando todos os meios disponíveis, que no caso do Campo 13 eram tão numerosos quanto improváveis, e sem dúvida, hilários.

À frente destes heróis voluntários, criados por Bernard Fein e Albert S. Ruddy, estava o Coronel Robert Hogan (Bob Crane), ardiloso mentor dos mais complexos planos, elaborados para enganar o inimigo. Sua equipe principal era formada por peritos em eletrônica e rádio (Sargento americano Kinchloe/Ivan Dixon), em química e explosivos (Sargento americano Carter/Larry Hovis), em arrombamentos e disfarces (Cabo inglês Newkirk/Richard Dawson) e em culinária e alfaiataria (Cabo francês LeBeau/Robert Clary). Bem, a equipe precisava comer e se vestir adequadamente, não é verdade?

Na estreia do piloto, The Informer, já encontrávamos esta operação montada, com o Campo 13 completamente adaptado às necessidades de Hogan e seus comandados. A prisão tinha um complexo de túneis que permitia o livre trânsito dos prisioneiros entre quase todas as barracas e, obviamente, com acesso ao lado de fora também. O local contava igualmente com uma rede de rádio e pequenas fábricas capazes de produzir ou montar tudo que as missões exigissem, até mesmo um carro-tanque. Hogan controlava o local bem debaixo do nariz do inepto e presunçoso Coronel Wilhelm Klink (Werner Klemperer), que não perdia uma oportunidade para jactar-se de ser o comandante do campo de prisioneiros (supostamente) mais seguro da Alemanha, do qual jamais havia ocorrido uma fuga. Bem no meio do tiroteio, ficava o glutão Sargento Schultz (John Banner), cujo único objetivo era se manter vivo. Ao mesmo tempo que servia a Klink, ele fechava os olhos para as atividades ilícitas de Hogan, ficando marcado pelos bordões “Eu não viu nada! Nada!” e “Eu não sabe nada! Nada!”, proferidos com forte sotaque, especialmente na versão dublada em português, como mostra o vídeo abaixo.

Antes de se tornar um dos programas mais populares daquele ano, a série foi rotulada como ofensiva. Alguns críticos consideravam a premissa imoral por trivializar as atrocidades do nazismo ao retratar os alemães como simpáticos trapalhões. Inicialmente, a própria CBS quase rejeitou o projeto. O fundador da rede, William Paley, declarou que a ideia de fazer uma comédia sobre um campo de prisioneiros nazista era repreensível. Embora muitos filmes e séries cômicos ambientados na guerra já haviam sido produzidos até aquele momento, campos de prisioneiros eram um novo território, e não parecia adequado transformar a dura realidade dos soldados em piada.

Ironicamente, a série recebeu apoio de alguns atores do elenco, que eram judeus: Klemperer (Klink), Banner (Schultz), Clary (LeBeau), Leon Askin (General Burkhalter) e Howard Caine (Major Hochstetter). De fato, Klemperer, Banner e Askin tinham fugido da Alemanha nazista; enquanto Clary passara três anos em campos de concentração. Ele comentou em sua biografia (From the Holocaust to Hogan’s Heroes): “Quando a série estreou, as pessoas me perguntavam se eu tinha alguma dúvida sobre fazer uma comédia que retratava o nazismo e campos de concentração. Eu explicava que ela era sobre um campo de prisioneiros de guerra, não um campo de concentração, e embora eu não quisesse minimizar o que os soldados tinham passado durante o confinamento, era muito diferente do que as pessoas tiveram que suportar em campos de concentração.”

Um dos motivos para a rejeição de parte da mídia e do público advinha exatamente dessa visão equivocada de que campo de concentração e campo de prisioneiros eram a mesma coisa. Ao contrário dos campos de concentração, onde os prisioneiros eram brutalmente tratados, os campos de prisioneiros eram protegidos pela Convenção de Genebra, cujo regulamento exigia o tratamento decente de seus prisioneiros. A confusão era compreensível, afinal, apenas 20 anos separavam a série do final da guerra, e a visão das torres de guarda, dos cães e do arame farpado apresentados na série não traziam boas lembranças ao público em geral, que certamente associava esses elementos com os noticiários e testemunhos sobre o holocausto e os campos de concentração.

A controvérsia se intensificou com um comercial de rádio produzido pelo humorista Stan Freberg, que dizia “Se você gostou da 2ª Guerra Mundial, vai adorar Guerra, Sombra e Água Fresca.” Ninguém achou divertido afirmar que as pessoas gostavam de guerra. Considerado de mau gosto, o comercial foi retirado do ar. Bob Crane, que gravara o slogan, mais tarde lamentou ter participado do comercial e deixou claro em uma entrevista com o próprio Freberg em 1965.

Freberg: Quais são alguns dos ingredientes divertidos?

Crane: Ah … Cachorros pastores-alemães … metralhadoras … a Gestapo.

Freberg: Estes são apenas alguns dos elementos engraçados em Guerra, Sombra e Água Fresca, que passará todas as sextas à noite na CBS. E poderíamos dizer: “Se você gostou da 2ª Guerra Mundial, você vai adorar Guerra, Sombra e Água Fresca”?

Crane: Não, não diga isso. Não.

Em seu artigo Hogan’s Heroes and the Holocaust: The Association That Just Won’t Go Away (2000), Leslie Campbell Rampey, Ph.D em Biblioteconomia e Ciência da Informação, afirma que além da confusão entre campo de prisioneiros e campo de concentração, Guerra, Sombra e Água Fresca transgrediu outro limite da série cômica. De todas as séries cômicas militares, apenas algumas foram ambientadas durante uma guerra – A Marinha de McHale/McHale’s Navy; Broadside; Kiwi, A Escuna do Diabo/The Wackiest Ship in the Army; Mr. Roberts; M*A*S*H; e Guerra, Sombra e Água Fresca –, e entre elas, apenas esta última apresentava personagens inimigos de forma regular ou recorrente.

Alguns meses depois da estreia, a série passou a ser vista pelo que de fato era, uma sátira, não um documentário. O fictício Campo 13 não pretendia retratar a realidade de um verdadeiro campo de prisioneiros e, portanto, nada deveria ser levado a sério. Agora, um dos desafios era tornar-se relevante abordando temas do momento. Em contrapartida, a pressão para vender programas de TV a emissoras regionais após o cancelamento (syndication), criava outro desafio para os produtores de Guerra, Sombra e Água Fresca: evitar referências culturais que a fizessem parecer ultrapassada. Assim, eles começaram, de forma sutil, a permear a comédia com questões da época.

Como Guerra, Sombra e Água Fresca coincidiu com o período de maior envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã (1965-1971), a série apresentava uma reação muito mais voltada ao conflito na Ásia do que àquele ocorrido na Europa dos anos 40. Nesta época, crescia a oposição à guerra e era forte a resistência ao alistamento. Alguns jovens simplesmente não atendiam ao chamado do Tio Sam, outros alegavam problemas de saúde para não servir. O esforço dos americanos para fugir do serviço militar e o medo de morrer em uma guerra com a qual não concordavam são temas presentes na série de forma consistente.

No episódio, A Despedida de Klink/Don’t Forget to Write, por exemplo, Klink recebe com desolação a notícia de sua transferência para a temida Frente Russa, onde terá que enfrentar o terrível exército russo e o frio congelante do campo de batalha, condições que significavam a morte para a maioria dos soldados alemães. Assim como os jovens americanos, Klink busca desesperadamente uma saída para seu dilema. E se o comandante incompetente partir, a situação de Hogan e sua operação secreta também estarão em perigo. Hogan então sugere que Klink trapaceie no teste físico enfraquecendo sua saúde. “Passando fome, pegando um resfriado. Talvez até uma pneumonia, se tiver sorte. Já foi feito”, ele explica. O plano de Hogan quase tem sucesso, pois Klink de fato falha. Contudo, o médico afirma que ele passou no teste mais importante para uma missão de combate: está respirando. Este laudo médico é mais uma alusão às dificuldades enfrentadas por soldados fisicamente incapacitados, que eram forçados a servir na Guerra do Vietnã.

A ameaça de transferência é uma constante ao longo da série, evidenciando uma mudança cultural na forma de encarar o conflito. Em vez do orgulho e do heroísmo dos soldados durante a 2ª Guerra Mundial, vemos o esforço para escapar de uma guerra que, dessa vez, não tinha apoio popular. Em A Troca de Guarda/The Swing Shift, Newkirk é convocado para a frente de batalha. Para surpresa de Hogan e desespero do Sargento Schultz, o alistamento de Newkirk é no exército alemão! Schultz treme só de pensar no que pode lhe acontecer se Klink descobrir o ocorrido. “Quando penso no que o Comandante Klink vai quer faz comigo, … Não quero nem fica pensei”, queixa-se o pobre sargento. O diálogo entre LeBeau e Carter mostra novamente as táticas de ambos os lados durante os recrutamentos.

LeBeau: Ei, tive uma ideia! E se ele não passar no biométrico? Se der uma enganadinha no médico?

Carter: Não vai adiantar, se for como no meu recrutamento. Punham a gente no Raio X, e se aparecessem ossos, a gente ia.

Em seu livro, Hogan’s Heroes – TV Milestones Series, Robert Shandley chama a atenção para a dualidade de mensagens, notadamente no episódio A Arma Secreta do Coronel Klink/Colonel Klink’s Secret Weapon. Prisioneiros e alemães deixam suas diferenças de lado para enfrentar um inimigo maior, neste caso o recém-chegado Sargento Franks (Milton Selzer), cuja rígida disciplina ameaça tanto a operação de Hogan quanto a tranquilidade de Klink e Schultz. Hogan então recebe a missão de arquitetar um plano para se livrar do sargento. Como de costume, sua estratégia envolve trapaça. Fingindo solicitude, ele se oferece para cuidar do uniforme do sargento para que ele esteja impecável durante a inspeção do inspetor geral. Diante do atento olhar do inspetor, o uniforme começa a se desmanchar, perna por perna, manga por manga, até deixar à vista sua roupa de baixo, na qual se vê uma enorme mão, cujos dedos formam um V. Em termos de 2ª Guerra Mundial, o símbolo representava o famoso gesto de vitória usado por Winston Churchill. Mas nos anos 60, o gesto simbolizava o protesto daqueles que se opunham à guerra e clamavam por paz.

Shandley salienta o pessimismo do momento, analisando o episódio Liquidação no Mercado Negro/Clearance Sale at the Black Market, no qual, após Schultz inadvertidamente testemunhar um agente da Gestapo em uma transação ilegal, ele acaba sendo transferido para a Frente Russa. O diálogo a seguir, mostra o momento em que Klink dá a notícia a Schultz, tentando enaltecer o fato, embora na verdade sinta pena de seu sargento.

Schultz: O que aconteceu? Eu fiz algo errado?

Klink: Claro que não! Você está sendo requisitado para colocar seu conhecimento e experiência a serviço do Terceiro Reich.

Schultz: Verdade?

Klink: Você quer que a Alemanha vença a guerra, não quer?

Schultz: Sim. (em dúvida)

Klink: Se for transferido para a Frente Russa, você poderá tornar isso realidade.

Schultz: Seria muito ruim se nós perdêssemos a guerra?

Klink: Schultz, vamos sentir falta do seu senso de humor por aqui!!

(…)

Klink: Bem, eu posso ver que você não é o que se poderia chamar de espécime perfeito, …

Schultz: Agora o senhor está no caminho certo.

Klink: Mas você tem algo muito mais importante do que perfeição física. Você tem um espírito lutador.

Schultz: Eu me livro dele!

Klink: Atualmente, meu caro, um homem em uniforme tem duas escolhas: ou ele luta, ou é chamado de covarde

Schultz: Prefiro ser covarde.

Klink: Você quer abrir mão da chance de atingir a glória no campo de batalha? Você prefere ser chamado de covarde?

Schultz: Por que não?!

Para Shandley, o desinteresse de Schultz pelo resultado da guerra e seu empenho em evitá-la podem ser interpretados como uma forma de ridicularizar aqueles que acreditavam no esforço de guerra da época do conflito no Vietnã.

Outra leitura relevante da série diz respeito ao racismo. Na realidade, questões raciais não faziam parte da narrativa recorrente de Guerra Sombra e Água Fresca. Isto é, poderíamos assisti-la sem jamais ter uma ideia do porquê do confronto na Europa, e nem saber qual era o objetivo dos nazistas, seja do ponto de vista político ou racial. No entanto, a presença de um personagem negro (Kinchloe) permite uma contextualização da época através da série como um todo e de episódios específicos no qual Kinch, excepcionalmente, foi o protagonista.

Uma das dificuldades dos soldados durante o aprisionamento prolongado era a falta de contato íntimo. Ao longo da série, vemos de maneira sempre divertida a animação dos prisioneiros com a possibilidade de encontrar uma mulher. Infelizmente, para a maioria dos homens no Campo 13, era o Coronel Hogan quem geralmente terminava favorecido pelas atenções femininas, o que não impedia seus comandados de tentar chegar às damas antes de seu oficial superior. Kinch, no entanto, mantinha-se discreto e afastado de tais peripécias. Talvez seu não envolvimento resultasse do receio dos produtores em colocar um afrodescendente em uma possível relação miscigenada, que certamente geraria controvérsia no público dos anos 60.

Hogan e as secretárias de Klink (Cynthia Lynn e Sigrid Valdis)

Na primeira temporada, é feita uma rápida crítica ao racismo em Príncipe Makabana, Sieg/The Prince From the Phone Company. Neste episódio, Kinch troca de lugar com um rico e poderoso príncipe africano de um país não identificado, a fim de realizar um plano que consistia em roubar uma grande soma em dinheiro e organizar o bombardeio de uma frota de submarinos alemães. Enquanto sua alteza, na verdade Kinch, negocia com o oficial alemão, ele finge não estar disposto a cooperar com o Reich e justifica sua dúvida por ter ouvido o Führer referir-se a seu povo africano como “essa gente”. O breve comentário faz uma alusão ao tratamento injusto sofrido pelos negros na década de 60, especialmente no sul dos Estados Unidos.

Príncipe Makabana, Sieg

Em 1967, quando o episódio O General Hammerschlag Está Queimando?/Is General Hammerschlag Burning? foi ao ar, a situação racial no país tinha se agravado com os violentos distúrbios ocorridos em Detroit (Michigan) em julho daquele ano, deflagrados por uma intervenção policial em um bairro de maioria negra. Neste episódio, a situação branco/negro é invertida, quando Kinch (natural de Detroit) assume a liderança da missão para conseguir chegar à bela Carol Dukes (Barbara McNair). Conhecida como Kumasa, ela foi colega de Kinch na escola, mas agora é proprietária de um clube noturno em Paris e serve de conselheira espiritual do General Hammerschlag, de quem Hogan precisa roubar documentos. À frente da missão, Kinch apresenta Hogan ao general como um surdo-mudo de inteligência reduzida. Além desta inversão, o episódio também permite a Kinch questionar o que significa servir a um país que não trata os negros como iguais. A questão fica clara quando Kinch tenta convencer sua antiga amiga a ajudá-lo a roubar os documentos.

Carol: O que o faz pensar que pode entrar aqui tranquilamente e me pedir que comprometa tudo que construí minha vida inteira, e até mesmo que arrisque a minha vida? O que??

Kinch: Essa, você mesma terá que responder.

Carol: E por um país que nunca me deu nada! Nada mesmo!

Mais adiante, Carol, que ainda não está certa se deve ajudar o amigo, faz outro comentário que mostra a rejeição ao nacionalismo. Ela diz, “E o que você vai ganhar? Dinheiro? Medalhas? Ah, vão lhe dar a chave da cidade, se um dia você voltar a Detroit.” Embora o roteiro não deixe dúvidas de que ela irá cooperar, essas ásperas declarações proferidas em horário nobre foram um recado marcante do sentimento antipatriótico daqueles que se sentiam excluídos.

O General Hammerschlag Está Queimando?

A questão voltou à pauta na 5ª temporada em The Softer They Fall. Aqui a missão de Hogan ficou em segundo plano, pois o tema básico girava em torno da diferença racial, durante uma disputa de box organizada entre Kinch e o lutador Bruno, orgulho alemão. Para surpresa e insatisfação do General Burkhalter, Bruno é nocauteado por Kinch durante um treino. Ele expressa seu descontentamento exclamando “Um alemão foi nocauteado por um prisioneiro de guerra americano, que ainda por cima é negro.” Ele exige então que Klink organize uma disputa e certifique-se de que Bruno vencerá, seja como for, pois teme a reação que a notícia de tal derrota possa causar. Por isso, ele enfatiza sua ordem, relembrando a reação de Hitler durante os jogos olímpicos de 1936 (3 anos antes do início da guerra), com as vitórias do atleta negro americano Jesse Owens. “Sempre que ele ganhava uma medalha, Hitler deixava o estádio em vez de assistir à apresentação. É preciso que todos saibam que um alemão pode vencer um americano em qualquer coisa.”

Hitler pretendia usar a Olimpíada de 1936, sediada em Berlim, para mostrar seus ideais políticos e a supremacia da raça ariana, mas o plano acabou sendo ofuscado pelo brilho de Owens, que venceu quatro medalhas de ouro. No episódio, uma questão pertinente à missão força Hogan a jogar a toalha logo após Kinch nocautear Bruno. A forma como o lutador alemão “vence” a disputa não importa para Burkhalter, que faz mais uma declaração racista, “Sargento Kinchloe, você lutou muito bem, mas a superioridade da raça dominante triunfa sempre.”

Guerra, Sombra e Água Fresca ficou entre as dez melhores séries no primeiro ano, de acordo com a pesquisa de audiência Nielsen, e permaneceu bem-sucedida não apenas durante suas seis temporadas, como também nos anos seguintes, tanto no mercado doméstico como no exterior, sendo vendida até mesmo para a Alemanha. Além do objetivo óbvio de entreter, ela conseguiu inspirar uma reflexão sobre o conturbado momento pelo qual os Estados Unidos estavam passando. Nos 168 episódios, Hogan e seus comandados sabotaram grandes operações, forneceram informações críticas aos aliados, ofereceram auxílio à resistência e fizeram o impossível para tornar as vidas de seus captores o mais desagradável possível, enquanto a do público ficou divertida, e talvez, mais conscienciosa.

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4 comentários em “Subtexto em Guerra, Sombra e Água Fresca”

  1. Análise muito boa da série. Não foi uma das que acompanhei, mas se via algumas das nuances críticas que o texto salientou. Como sempre a Tv Séries mantém seus ótimos textos. Continuem assim e parabéns.

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